Como Surgiu o Veganismo?

Afinal, quem foi o 1o álien ou ser abduzido que vendeu a alma pro quiabo, e inventou essa história de veganismo?

É difícil definir uma data e dizer “ó, nesse dia começou o veganismo”, porque pessoas já adotavam o vegetarianismo estrito há séculos, inclusive nomes históricos como Pitágoras e Buda.

No século I, Plutarco escreveu “Do consumo de carne”, apontando características fisiológicas do corpo humano cuja natureza “renega o consumo de carne”. Também aborda questões comportamentais, filosófico-morais, médicas e ecológicas que evidenciam a necessidade de não comermos carne.

Não possuímos dentição própria, nem unhas modificadas em garras, precisando de utensílios para cortar o cadáver abatido. Além disso, os carnívoros não necessariamente matam a presa antes de dilacerar e ingerir.

Em geral, humanos não apreciam o sabor da carne em si. Optam por preparações que mascaram o seu gosto, seja através de cozimento, e/ou usando temperos e condimentos. Segundo Plutarco, “para que, depois de enganado, o paladar aceite o que lhe é estranho”.

Em 1580, Michel de Montaigne relacionou o caráter sanguinário com que humanos tratam animais a uma natural tendência à crueldade.

No Brasil, o debate cresceu muito graças a Carlos Dias Fernandes, autor de “Proteção aos Animais” (1914), considerado polêmico por discutir com profissionais da saúde que defendiam o consumo de carne.

Mas o termo “vegan” é mais recente, criado na Inglaterra, na década de 1940, por Donald Watson.

Watson foi um dos primeiros a condenar abertamente os vegetarianos que consumiam ovos e lácteos. Na época, sua opinião teve pouquíssimo apoio, sendo, inclusive, condenada pelo movimento vegetariano. Mas ele não cedeu; manteve o estilo de vida em que acreditava, e mais pessoas foram adotando a mesma filosofia.

Ou seja: assim como os demais processos e movimentos humanos, o veganismo não teve um dia e hora exatos em que passou a existir. É resultado de ações de incontáveis pessoas ao longo da história, e segue em constante (des)construção e transformação.

O importante é sempre nos questionarmos, problematizando as questões relacionadas a outras vidas (humanas ou não), pra nos tornarmos pessoas cada vez mais justas 🍀


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