Óleo de Palma: desgraça para a saúde e para o meio ambiente

Mesmo antes de ser vegana, eu já havia deixado de consumir produtos como Nutella, porque sabia que continham uma desgraça na sua composição: óleo de palma (ou óleo de dendê).

O óleo de palma é amplamente usado em diversos setores da indústria, por ser um óleo versátil e barato. Infelizmente, os benefícios param por aí.

Por ser utilizado em tantas indústrias (alimentícia – muitas vezes aparece disfarçado como “óleo vegetal” –, cosmética e para produzir biodiesel), a demanda por esse produto é altíssima, havendo, consequentemente, produção em imensa escala – 66 milhões de toneladas por ano.

Nutricionalmente, esse não é um óleo saudável. Possui elevado nível de gordura saturada – 50% no óleo derivado da fruta e 80% no extraído da semente de palma – podendo contribuir para aumento do colesterol LDL no sangue.

Além disso, esse é o óleo vegetal mais produzido no mundo, e as monoculturas de palmeiras cultivadas para essa finalidade já se estende, mundialmente, a mais de 27 milhões de hectares de terras – uma área do tamanho da Nova Zelândia, atropelando pelo caminho florestas tropicais, animais e pessoas, que foram retiradas de suas casas para essa expansão.

Esse cultivo vem destruindo florestas e, consequentemente, a biodiversidade desses locais. Na Indonésia, as queimadas frequentes para expandir a área agrícola com essa finalidade emitem grandes quantidades de CO2 na atmosfera.

Os incêndios próximos ao Parque Nacional Gunung Palung (Bornéu) são especialmente preocupantes, pois devido a inúmeros incêndios anteriores, esse parque é o habitat da última grande população de orangotangos selvagens do mundo. Os demais habitats desses animais foram completamente destruídos pela expansão indiscriminada de áreas para plantar palmeiras e acácias para produzir celulose. Outras espécies como o elefante-pigmeu-de-bornéu e o tigre-de-sumatra também são vítimas dessa expansão.

Felizmente, temos muitas alternativas, e não precisamos consumir óleo de palma. Te liga nas dicas a seguir!

① Escolher outros óleos vegetais

Além de serem mais saudáveis, há óleos cuja produção não possui tantos impactos.
Óleo de canola, girassol, milho, oliva, etc.

② Ler a lista de ingredientes dos produtos

‣ Leia a lista de ingredientes – se constar “óleo de palma”, “azeite de dendê”, “palm oil”, evite comprar e consumir;
Muitas marcas escrevem apenas “óleo vegetal” na lista de ingredientes – você pode entrar em contato com a marca para esclarecer, pois é muito provável que seja óleo de palma.

③ Utilizar transporte público ou alternativo

Quando puder, escolha o transporte público, ou utilize formas alternativas de transporte, como andar a pé ou de bicicleta;
Com isso, você reduz o consumo de biodiesel, que provém da mesma palmeira que o óleo de palma.

Tu já sabia dessa desgraceira toda? O que vai mudar nos teus hábitos agora que sabe?


REFERÊNCIAS:
https://www.greenme.com.br/alimentarse/alimentacao/3903-oleo-de-palma-danoso-saude-ambiente/
https://www.greenme.com.br/informarse/biodiversidade/2474-indonesia-florestas-em-chamas-e-orangotangos-em-risco/
https://www.greenpeace.org/archive-italy/it/News1/In-Indonesia-le-fiamme-divorano-la-foresta–Brucia-lultimo-rifugio-degli-oranghi/
https://www.salveaselva.org/temas/oleo-de-palma


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