Contato com a Natureza

Oi gente, tudo bem?
Como passaram o fim de semana?
Eu tive um muito diferente, e, por isso, decidi hoje fazer esse post.
Passei o fim de semana em meio à natureza, perto de São Francisco de Paula, e esse tipo de vivência sempre faz a gente sair um pouco da rotina e repensar o modo que vivemos normalmente.
Pelo menos uma vez por ano, minha faculdade me proporciona esse tipo de atividade. Sempre são situações onde eu consigo realmente me desligar das pressões estéticas do dia-a-dia, em que não uso nenhuma maquiagem (só protetor solar), e busco usar roupas priorizando 100% o conforto.
Meu professor deu uma definição muito interessante durante uma das trilhas: biologia não é simplesmente uma profissão, mas um estilo de vida. E acredito que seja mesmo, porque temos uma maior consciência da natureza e dos cuidados que devemos ter para preservá-la. Por isso, vim compartilhar um pouquinho disso aqui hoje, e quem sabe fazer alguma diferença na vida de alguém que nunca tenha refletido sobre esse assunto.
Líquen bioindicador – só apresenta essa coloração em locais de ar puro, livre de poluição
Eu estava relutante em ir nessa viagem, pois no dia anterior ainda estava bem resfriada, e a previsão do fim de semana era chuva. Fiquei pensando em como seria um sacrifício sair do conforto de casa para isso. Mas a saída era obrigatória para uma cadeira da faculdade, então eu teria que ir, querendo ou não. E ainda bem!
Amigas lindas na trilha ❤
Felizmente, acordei me sentindo bem melhor, então já fui com mais boa vontade, embora ainda estivesse internamente um pouco relutante. Mas ok, no ônibus já encontrei meus colegas, e começou a ficar divertido. Chegamos lá na hora do almoço, e em seguida fomos para a primeira atividade, onde entramos literalmente no meio do mato, e por lá ficamos até depois do Sol se pôr.
Trecho de uma das trilhas realizadas
Fizemos um momento de conectividade, em que ficamos completamente em silêncio, praticamente imóveis, no meio do mato, cercados por natureza e as mais diversas espécies de plantas e animais, para perder aquela concepção de perigo e medo da natureza.
Araucária repleta de barba-de-pau, outro bioindicador
O recado que eu queria deixar era esse: vamos pensar melhor na natureza. Na importância de cada espécie no ecossistema, seja ela animal ou vegetal. Em como aquela árvore imensa que pode ser cortada para fabricar novos móveis, possivelmente tenha dezenas ou centenas de anos, e levará no mínimo esse tempo para crescer outra equivalente, se é que vai crescer. Que deve-se preservar todo e qualquer espaço natural, pois mesmo aquele campo que observamos talvez sem dar importância, serve de alimento para certos animais, além de permitir o desenvolvimento e permanência de muitas espécies de plantas.
Cogumelos – Pleurotus
Quem me conhece, sabe que morro de medo de aranhas, e ao final da viagem, eu já as via passar pela trilha sem entrar em quase-pânico. Fora isso, a sensação de respirar ar puro, e ver tanta beleza natural, são coisas inexplicavelmente maravilhosas. Trazem um imenso bem estar, e dão vontade de cuidar de tudo ainda mais, porque se pararmos para observar, somos todos uma coisa só, um único organismo.
Imagine que está olhando a Terra do espaço – não é possível distinguir cada pessoa, cada animal, cada árvore. Acho que é a maneira mais simples de visualizarmos como realmente estamos todos conectados, e temos que nos cuidar mutuamente.
Recomendo a experiência a quem puder realizar algo semelhante!
– Abrace uma árvore! 🙂